
|
|
|
|
Meu Perfil: Rio de Janeiro, 34 anos. Juro que sou terráquea... Sou normal (inclusive...), não tenho anteninhas verdes, mas ouço as Vozes... As pessoas às vezes me olham de maneira estranha, mas no geral não saem correndo não... Sou muito mística, aquariana com ascendente em peixes, ainda tenho fé na humanidade e acredito no poder do pão de queijo sobre o humor das pessoas. Tenho medo de escuro, de janelas abertas, de altura e não tenho medo de jabuticaba e nem de pedra (como algumas amigas minhas...*rs*) Ah, eu também acredito que as tartarugas vivam 150 anos! E sou devota de Santo Rocco, que nem a minha amiga Ane. Que mais? Acho que é isso... |


Resoluções de uma bruxa
Que eu seja como a que tece o pano
Na floresta, profundamente escondida.
Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.
Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.
Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo,
E possa celebrar os quartos em cruz,
Solstícios e equinócios.
Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima,
Nas árvores desenhadas do céu luminoso.
Que eu possa acariciar flores selvagens,
Cobri-las com as mãos.
Que eu possa libertá-las,
Sem apanhar nenhuma,
Para viver em abundância.
Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.
Que sejamos inocentes e despretensiosos.
Que eu seja capaz de gratidão.
Que eu saiba Ter recebido a alegria,
Como o leite materno.
Que eu saiba isso como o meu cão,
Nos ossos e no sangue.
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor,
Em canções que soem como o aroma do Alecrim,
Como todo o dia e na antigüidade,
Erva forte de cozinha.
Que eu não me incline à auto-integridade e à autopiedade.
Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra
E dos círculos de pedra,
Como raposa ou mariposa,
E não perturbar o lugar mais que isso.
Que meu olhar seja direto e minha mão firme.
Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.
Que os que jamais andaram descalços
Não encontrem o caminho que chega à minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica.
Que eles voltem.
Que eu me sente ao lado do Fogo no Inverno
E veja as achas brilhando para o que vier,
E nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar,
Sem que me peçam.
Que eu possa ter um simples banco de madeira,
Com verdadeiro regozijo.
Que o lugar onde habito seja como uma floresta.
Que haja caminhos e veredas para cavernas e poços
E árvores e flores,
E animais e pássaros,
Todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.
Que minha existência mude o mundo
Não mais nem menos do que o soprar do vento,
Ou o orgulhoso crescer das árvores.
Por isso, eu jogo fora minha roupa.
Que eu possa conservar a fé, sempre.
Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.
Que eu saiba que não tenho opção,
E assim mesmo escolha como a cantiga é feita,
Em alegria e com amor.
Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.
Quando falhar, que eu me conceda perdão.
Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.
Rae Beth
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
O tempo voa... é muito rápido e as mudanças também...
Há coisas que queremos esquecer e elas voltam...
Há coisas que queremos lembrar e esquecemos...
Há coisas que não queremos lembrar mas precisamos...
O vento sopra e traz as Vozes...
E elas me dizem: "Esqueça o que é ruim e viva ares novos... a roda gira, o mundo caminha... você também..."
Sorrio e volto a sonhar... mudanças boas estão chegando...